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A cultura do erro no empreendedorismo: Errar rápido é a solução?

por | 27/10/2020 | Comunidade

Texto | Walterly Torres, membro da comunidade Inventivos

Olá Inventivos, tudo bom? Hoje eu quero compartilhar uma situação que aconteceu comigo durante uma sessão de mentorias que realizo com alguns empreendedores aqui de São Luís e eu queria ouvir/ler a opinião de voces.

Se você é empreendedorx ou frequenta os ecossistemas de empreendedorismo e inovação da sua cidade, já deve ter lido ou ouvido falar sobre a Startup Enxuta, que muitos consideram como a bíblia do startupeiro, que é aquela pessoa que quer começar ou já tem uma startup.

Escrita pelo Eric Ries, tornou-se uma leitura obrigatória para quem quer saber mais sobre o assunto. E seus ensinamentos são compartilhados por uma multidão de pessoas.

Mas o que é essa Startup Enxuta? 

Mas, antes de falar sobre o que talvez seja, ao meu ver, o principal ensinamento deste livro, deixa eu explicar para você, que talvez não esteja acostumado com esse ambiente ou não conheça o livro.

O termo, startup enxuta, foi criado pelo Eric Ries para resumir metodologias de desenvolvimento do cliente, do Steve Blank, o desenvolvimento ágil de softwares e principalmente do modelo Lean, que foi implantado a muitos anos atrás pela Toyota na sua produção.

Ser “Lean” ou “Enxuto”, ao contrário do que muitos imaginam, não significa ser ou ter um time reduzido, ou ser barato e muito menos ser meia boca. Embora uma das características desse modelo seja reduzir os desperdícios. Ser enxuto significa utilizar de maneira eficiente os recursos.

Quando falamos de startups….

caso você também não conheça o termo, são negócios, muito pequenos e que geralmente atuam em cenários de muita incerteza, mas que possuem uma grande possibilidade de crescimento exponencial. Podemos continuar? 

… talvez o principal recurso que deva ser bem gerido é o TEMPO. Então, em uma startup, ser enxuto significa maximizar os aprendizados no menor intervalo de tempo possível.

Você tem que errar rápido…

Essa afirmação acima é um mantra no dia a dia dos empreendedores e principalmente dos startupeiros de plantão. E é sobre isso que eu quero falar.

Uma das coisas que mais vejo quando estou mentorando algumas startups em estágio inicial ou em eventos de inovação aqui em São Luís – MA e é  muito comum eu pegar pessoas que leram o livro do Eric e vindo com os conceitos prontos. Eles estão 100% dispostos a errarem durante o processo.

Mas, não é tão simples assim….

Não é errar por errar e vai está tudo bem, bola pra frente vamos para o próximo erro. O que muitos não entendem ao ler o livro é que até para errar precisamos de estratégia.

Estratégia para o erro

Não é apenas errar na tentativa de construir um produto, um serviço ou um modelo de negócios e segue o baile. O que eu vejo, e muito, são pessoas errando e jogando tudo para o alto para começar do zero. 

Será que isso é ser enxuto?

E porque isso acontece? Bom, na minha opinião por dois fatores. O primeiro deles é a cultura, como já falei no texto anterior sobre Auto performance e Alto performance (está na comunidade), somos ensinados a valorizar a penas o resultado final, mas, desde que este seja um sucesso. O segundo, nós copiamos muito os conceitos americanos, do Vale do Silício, sem ao menos nos questionar se aquele modelo se adequa ao ambiente em que estamos inseridos. 

Ter uma startup ou um negócio enxuto, antes de tudo, é ter uma metodologia ou uma estratégia para registrar, mapear, aprender e compartilhar os erros que forem cometidos durante o processo. Não se trata de errar rápido, trata-se de aprender rápido. Consegue entender a diferença?

Do que adianta eu errar se esse erro não gerar um aprendizado? E se esse erro não for mapeado e compartilhado com a minha equipe? Será que a solução é continuar errando e jogando tudo para o alto até acertar?  E aí, qual a sua opinião? 

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